INTRODUÇÃO
Mais um blog destinado a pessoas que estejam
planejando uma viagem para Foz do Iguaçu, neste espaço pretendo compartilhar o
roteiro de viagem para cinco dias de estadia, registrando impressões pessoais,
dicas, preços, e informações que me fizeram falta na busca pela internet antes
de viajar, como a questão de qual moeda levar, em que quantidade, quanto tempo
destinar às atrações, quanto custam os passeios no parque... A experiência que
se segue é baseada na vivência de um casal jovem (23 e 25 anos) habituado a
roteiros de ecoturismo sem grande luxo. Enfim, vamos começar.
COMPRA DE PASSAGEM
Tudo se inicia com a compra de passagens aéreas,
que nem sempre são baratas para esse destino. Eis que, atento às promoções
relâmpago nos sites, no penúltimo final de semana de novembro de 2013 a Gol
lançou uma das ofertas realmente vantajosas, que é comprar a passagem de ida e
pagar apenas 39 reais pela volta. No dia 22/11/2013 a passagem de Recife-PE para
Foz do Iguaçu-PR foi oferecida por R$ 446 a ida e R$ 39 a volta, sendo
escolhido o período de 12 de fevereiro de 2014 (quarta-feira) como data de
início até 17 de fevereiro (segunda-feira) a volta.
Ainda foi necessário adquirir
passagens de Petrolina-PE a Recife-PE, que na data também estava em promoção,
99 reais a ida e 39 a volta. Foi preciso pagar duas taxas de embarque e comprar
passagens separadas, pois a promoção não se aplicava de Petrolina até Foz.
Então algum desavisado que fizesse a aquisição única do destino inicial até o
final acabaria pagando mais do que eu, então lembre sempre de checar
alternativas no caso de haver escalas.
ESCOLHENDO A DATA E AS POLTRONAS
Ah, uma dica e tanto: escolha poltronas no lado
esquerdo na viagem de ida e no lado direito na volta, assim será possível ver,
ainda que um pouco longe, as cataratas na chegada e na saída da cidade.
Lembre-se: na ida para Foz do Iguaçu, poltronas das janelas esquerdas, e no
retorno janelas do lado direito. (Só não em cima da asa, óbvio!).
CHEGADA AO DESTINO
O voo saído de Guarulhos-SP chegou a Foz do Iguaçu
um pouco antes do previsto, que era para 17h40min, mas nem tudo correu bem, aos
poucos a esteira de bagagens foi ficando vazia, todos foram embora, ela parou
de funcionar e as malas da minha esposa e a minha não apareceram.
PROBLEMA COM BAGAGEM
Concluindo a questão da bagagem, apesar de terem
indicado que ela deveria chegar em um voo de madrugada, não foi o que
aconteceu. No final da tarde do dia seguinte, já 24 horas depois, chegaram ao
hotel com duas mochilas totalmente diferentes das minhas para entregar,
aumentando ainda mais a insatisfação.
SEGUINDO PARA O HOTEL
Para sair do aeroporto, os táxis cobram preço
tabelado de 50 reais para o centro, caí nessa tentação, mas recomendo o uso de
ônibus, pois custa em torno de 3 reais e as linhas não costumam ser lotadas,
nem a cidade tem muito engarrafamento.
Se tem recursos sobrando, vá de táxi,
mas se quiser poupar, pegue ônibus sem medo, vários turistas fazem isso na
cidade e não é um sofrimento como em grandes centros urbanos.
EM QUAL HOTEL FICAR
Ficamos no Hotel Lawrence, que ofereceu o melhor
orçamento para o período, com diárias de 123 reais para o casal, totalizando R$
615 os cinco dias. O ponto fraco foi a conexão wifi, que funcionou bem no
primeiro dia, mas muito precariamente nos dias seguintes. A localização é
relativamente boa, a duas quadras do ponto onde passam linhas para o parque
brasileiro, Argentina, Paraguai...
PRIMEIRA NOITE (Quarta-feira)
Como já chegamos no início da noite, era preciso
buscar uma atração noturna, e o Casino Iguazu foi a opção escolhida. Para
visita-lo é preciso levar documento de identidade (aceitaram CNH), afinal fica
na Argentina e será preciso atravessar a fronteira, mas o Casino fica bem perto
da ponte, e o melhor é que não cobra para entrar e ainda oferece transporte de
ida e volta até o hotel. Existem
máquinas para apostar em pesos, reais e dólares, não gaste muito, a não ser que
saiba realmente o que está fazendo.
SEGUNDO DIA (Quinta-feira)
No 2º dia, quinta-feira, a ideia era começar com a
visita ao Parque brasileiro, afinal as cataratas são o grande chamativo do
destino, apesar das outras boas opções. Porém, pela falta de vestes adequadas,
conforme o relato dos problemas com a bagagem, foi preciso reajustar o roteiro
e procurar uma alternativa. Então Ciudad del Este foi o destino escolhido. Próximo ao hotel, no ponto em frente ao Hotel Lanville, passa o ônibus que segue
para o Paraguai, a passagem não é cara, algo em torno de R$ 4.
Recomendo ir cedo, para pegar as lojas e barracas
abrindo, sem muito movimento ainda. Quem vai a
Ciudad del Este se sente como um estrangeiro em certas cidades do Brasil, sendo
a todo tempo importunado por ambulantes. Visitei numa quinta-feira (dizem que
quarta e sábado o movimento é grande), indo no início da manhã não há grande
congestionamento nas ruas, e pegar as lojas abrindo evita maiores transtornos -
enfim, o fluxo de pessoas em nada assustou.
Parece um ótimo lugar para comprar... meias. Como outros turistas comentam, pelas ruas lhe oferecem várias, em grande quantidade, por 10 reais - é só forçar a barra que negociam. Não senti confiança em adquirir aparelhos eletrônicos, a garantia fica naturalmente comprometida, afinal não voltaria de tão longe para reclamar. Além disso, os preços variam muito, de uma pequena loja na rua para uma grande loja de shopping a variação pode ultrapassar 100%, então ou tem alguém vendendo um dispositivo falso/roubado ou estão superfaturando a mercadoria.Talvez os interessados em roupas, sapatos, perfumes, relógios e bolsas de qualidade duvidosa aproveitem bem a visita.
-Moeda
Quanto à moeda a ser utilizada nas
compras, o guarani é praticamente descartado, deve ser até difícil fazer câmbio
em algum lugar, Levei dólares mas a cotação que faziam em relação ao real era
exatamente a mesma das casas de câmbio de Salvador-BA (1 dólar = 2,50 reais),
então neste caso não fazia diferença significativa pagar com dólar ou real.
- Zoo
Voltamos para o Brasil de ônibus (cuidado
com mototáxis, vans e clandestino), ao passar pelo Terminal de Transporte
Urbano percebi que o Zoológico ficava logo à frente, e não deixo de visitar um
Zoo nas cidades onde viajo.
O acesso é gratuito, o espaço não é tão grande, mas
quem gosta sempre se diverte com os macacos e suas estripulias. De lá seguimos
a pé para o hotel, que não era tão longe, aproveitando o fim de tarde para
caminhar e perceber a rotina da cidade.
- Noite
À noite decidimos encarar o
jantar-show da Churrascaria Rafain, programa imperdível. O preço não é dos
menores, o espetáculo e a refeição saíram por 89 reais por pessoa, e o
transporte de ida e volta na van mais R$ 12. O carro passou no hotel pouco
antes das 20h, lá chegando fomos acomodados em uma mesa já reservada, porém um
pouco longe do palco. Espertamente, falamos com um dos garçons e, assim que
começou o show, como uma das mesas mais à frente havia ficado vazia,
conseguimos migrar e assistir melhor o espetáculo, muito rico em mostrar a
cultura daquela região e de outras partes do país.
A comida servida também é de boa qualidade,
com várias opções de carne, camarão, frutos do mar, além de sobremesas, tudo à
vontade. Paga-se à parte somente a bebida, e o drink que colocam em sua mesa
sem perguntar antes, já próximo ao final do show, está incluso no pacote, serve
para brindar num dos tantos momentos de interação do público.
TERCEIRO DIA (Sexta-feira)
- Parque das Aves
Finalmente era hora de conhecer o
principal cartão-postal do lugar, dizem que nos finais de semana o movimento é
muito grande, então preferi ir logo ao Parque Nacional. O ônibus custa em torno
de R$ 3, passa pelo aeroporto e chega sem muita demora. Antes de visitar as
Cataratas fomos ao Parque das Aves, que fica bem próximo, distância a ser
percorrida a pé sem dificuldade. A entrada para visitar as aves custa 20 reais,
há uma grande variedade e em determinados ambientes o contato é direto com as
aves.
O único fator que atrapalha um melhor aproveitamento é o barulho dos
passeios de helicóptero, mas com o Parque ao lado das Cataratas, diria que é
absurdo alguém fazer as trilhas e não visitar as aves. Chegar bem perto das
araras, tucanos, papagaios e tantos pássaros é bem prazeroso, ouvi-los cantar
também agrada. Vá logo cedo, depois siga para as Cataratas.
- Parque Nacional
Enfim o primeiro contato com as
Cataratas, a entrada para brasileiros custa pouco menos de 30 reais, da entrada
você segue em um ônibus que para nos pontos onde há atrações. Paramos logo no
acesso ao Cânion Iguaçu, onde há a saída para o rafting e rapel.
Os próprios
funcionários reconhecem que o rafting não é dos mais emocionantes, e como já
tinha feito um com bastante adrenalina há pouco tempo, preferi poupar os 97
reais dessa atração, seguindo para o rapel.
Os próprios
funcionários reconhecem que o rafting não é dos mais emocionantes, e como já
tinha feito um com bastante adrenalina há pouco tempo, preferi poupar os 97
reais dessa atração, seguindo para o rapel.
- Rapel
A descida é muito boa, uma altura
considerável e a paisagem é fantástica. A "cadeirinha" pode provocar
desconforto em alguns durante a descida, mas vale o esforço, que será
necessário também na subida das escadas no retorno. A atração custava 70 reais,
porém para fazer um CD com fotos cobram outros 60, o que torna a atração um
pouco cara. Se vai descer em dupla, tente negociar algum desconto ou brinde
como foto impressa na hora de pagar, pois vão querer cobrar duas vezes o valor
por pessoa para um serviço que será único, bastando apenas copiar o CD.
- Cataratas
Seguindo pela trilha sugerida, os
quatis vão surgindo, as paisagens se abrindo, até que as cataratas ficam
próximas, permitindo várias paradas para fotografias. No final do circuito
sobe-se por um elevador panorâmico, prefira o que fica mais perto da queda,
onde a vista é melhor. Salgados, água e latas de refrigerante custam em média 5
ou 6 reais nas lanchonetes.
A natureza fez a parte dela, o
cenário é espetacular, mas a falta de manutenção nas passarelas sobre o rio
assusta. A maioria das pessoas fica tão encantada com as quedas d`água que nem
percebe como estão imundas as estruturas, totalmente encardidas por um lodo que
poderia ser retirado através de uma limpeza simples. Apesar dessa precariedade,
a visita é muito boa, é bastante seguro, só prepare o bolso, pois o almoço no
restaurante começa em 50 reais por pessoa - há a alternativa de sanduíches a
partir de 10 reais, e combos com batata frita e refrigerante na faixa de 20
reais, uma saída oportuna. Uma pena que os preços no lado brasileiro sejam
quase sempre superiores aos do parque argentino, onde a visão é muito melhor.
Ah, esqueça capas de chuva, a não ser que você seja algum idoso de saúde
frágil. Visitar sem se molhar é como chupar um picolé com o plástico cobrindo.
Enfim, a visita é bem prazerosa,
mas não deixe de conhecer o lado argentino em hipótese alguma.
- Mesquita
Voltamos de ônibus e chegamos ao
hotel por volta das 16h, percebi que ainda era tempo de conhecer a Mesquita
Muçulmana. Após um banho rápido, seguimos de táxi (era perto, custou 12 reais)
e lá chegamos antes das 17h. Para nossa decepção, não pudemos entrar, apesar
das placas deixarem claro que o acesso é permitido até as 17h30. O funcionário
se limitou a dizer que estavam se preparando para um evento e não podia mais
entrar. Um pouco frustrante para a correria que foi feita.
- Noite
Voltamos de ônibus tranquilamente,
decidimos fazer uma refeição simples perto do hotel, para poupar tempo e dinheiro,
rs!
TERCEIRO DIA (Sábado)
- Parque Argentino
Como de costume, saímos bem cedo
para pegar o ônibus até Puerto Iguazu, onde é necessário tomar outro transporte
para o Parque. Ao descer no ponto já fomos assediados por um motorista que
oferecia a corrida para nós dois, em conjunto com outro casal brasileiro que
veio no mesmo ônibus, pelo mesmo preço da passagem.
Ficamos tentados a aceitar,
mas como a linha regular já se aproximava, pagamos 35 pesos por pessoa e
seguimos com ar condicionado e bem acomodados na poltrona até o parque, que não
é muito longe. A entrada é 115 pesos, equivalente ao preço do parque brasileiro...
para brasileiros. Os nacionais pagam mais barato na Argentina do que os
brasileiros em seu país. Ah, não dá pra negar também que o trenzinho deixa o
passeio com um aspecto mais turístico do que o ônibus.
- Passeios
Mais adiante surgem as tendas onde
oferecem as opções de passeio no parque, fui atrás do Gran Aventura, que
equivale ao Macuco Safari, porém o brasileiro custa 170 reais enquanto o
argentino sai por 380 pesos, equivalente a 100 reais.
Eles oferecem ainda o
Paseo Ecológico, que é um bote no retorno da Garganta del Diablo, ao custo de 80
pesos. Como o Pasaporte Verde oferecia desconto na compra dos dois, totalizando
430 pesos, resolvemos aceitar a proposta
- Gran Aventura
Fomos logo no primeiro turno do
passeio, às 9h, junto com um grupo de mais de 15 animados idosos coreanos. Em
meio a 25 ou 30 pessoas, só a gente falava português, os demais eram inglês ou
espanhol, além dos coreanos. Para mim, reforça a constatação de que o parque
argentino é melhor, pois atrai mais turistas de fora da América do Sul, talvez
não atraindo alguns nacionalistas teimosos que alimentam rivalidade com o país
vizinho. Seguimos de caminhão, ouvindo explicações em meio a uma trilha, até
chegar ao porto.
O passeio é bem divertido, se molhar nas cataratas é o máximo,
por isso reforço a dica de não utilizar capas de chuva, sinta na pele a energia
o lugar! A todo tempo um cinegrafista faz imagens que no final foram oferecidas
por 25 dólares, 50 reais ou 200 pesos, com entrega do DVD no hotel. Compramos,
o resultado é razoável, pelo preço poderia ser melhor, mas não há como registrar
bem os momentos, a não ser que você disponha de câmera adequada, pois tudo vai
molhar, exceto o que for colocado nas bolsas que eles oferecem para guardar o
material no passeio.
- Trilhas
Faça todas que puder, tanto na parte superior quanto
inferior, vale muito a pena. Só procure ser rápido para que dê tempo de ver
tudo, porque o parque é bem grande. O que não dá
pra perder, de jeito algum, é a vista da Garganta del Diablo. O ponto alto do
passeio, realmente imperdível, indescritível. Durante a trilha até a garganta,
observe atentamente o rio e poderá encontrar grandes peixes, tartarugas e
jacarés na água.
É difícil fazer fotos com tantas gotas respingando
sobre a câmera, além disso os fotógrafos oficiais cercam um dos pontos mais
privilegiados e oferecem fotos por um preço igual ao do parque brasileiro, 20
reais. Queria ter visitado a Isla San Martín, mas o horário não permitiu, por
volta das 15h eles já não levam mais turistas até lá. Ficou pra próxima...
- Paseo Ecológico
Conforme pago na entrada, metade do
retorno seria feito no bote do Paseo Ecológico, que vem lentamente em um trecho
de águas calmas, sem adrenalina alguma, sendo portanto dispensável. Não custou
muito, mas ainda assim não recomendo, a não ser que o tipo de passeio realmente
lhe interesse.
Procuramos bastante e não tivemos sorte de cruzar com animais no
trajeto, apenas um tucano passou voando no caminho.
- Paseo de Luna Llena
Apesar de ter pago com muita antecedência
a reserva, não pude fazer o passeio por questões climáticas, então deixo a dica
para que estejam preparados para essa possibilidade. O passeio deve ser
realmente fantástico, tendo em vista que custa um pouco caro e mesmo assim as
reservas se esgotam, mas o céu muda bruscamente em questão de 10 minutos, e se
estiver nublado ou chuvoso, nada de passeio.
Parece
ser um dos poucos casos em que o equivalente do lado brasileiro (Luau das
Cataratas) seja mais barato, pois o Paseo de Luna Llena estava por 300 pesos
sem jantar ou 450 com jantar, porém se você visitar os dois parques, aposto que
vai preferir desfrutar da visão do lado argentino à noite. Dá para ficar direto do horário de fechamento do parque (18h) até o início do passeio (o primeiro turno é 19h45), existem quiosques abertos.
As linhas de ônibus para o parque custam 35 pesos e funcionam em horário especial nos dias de lua cheia, e não há ressarcimento de custos com transporte caso você se desloque e o passeio seja cancelado. Podem até colocar seu nome em uma lista de espera para os próximos turnos ou o dia seguinte, mas são poucas as chances de pessoas desistirem e surgir vaga.
- Icebar
Fica no caminho de retorno do
parque argentino, os ônibus param em um ponto bem próximo, recomendo a visita
quando estiver voltando do passeio nas cataratas. É uma experiência diferente,
como nas reportagens de televisão. O ingresso custava 40 reais ou 160 pesos e
permite o acesso e consumo de bebidas durante até 30 minutos. Não adiantou
alegar que não tínhamos interesse nas bebidas, o valor é esse mesmo e a
justificativa do gerente foi que a despesa era pelo gelo, o restante era
cortesia. Você pode fazer boas
fotos lá dentro, eles também oferecem esse serviço.
Já
era um pouco tarde quando saímos do Icebar, ainda assim encontramos um ônibus
para retornar ao centro, porém naquele horário não havia mais linhas para Foz,
então pegamos um táxi cuja corrida foi negociada em 40 reais até o hotel, por
sorte o taxista foi muito simpático e ainda esperou pararmos em uma lanchonete
para comprar um lanche e levar para o hotel.
QUARTO
DIA (Domingo)
-
Planejamento
É
preciso atentar para o que se pretende fazer no domingo, pois as lojas do
Paraguai, por exemplo, só abrem pela manhã, e não são todas. Mas o nosso
roteiro guardava algo mais especial do que isso.
-
Templo Budista
De
ônibus, saímos cedo para o Templo, que só recebe visitas a partir das 9h30min.
Aguardamos a abertura juntamente com outros turistas e pudemos conhecer o pátio
do terreno, com várias estátuas e uma vista panorâmica do centro da cidade ao
longe.
Vale a pena conhecer, não se paga para entrar e é uma oportunidade que
não se encontra em todo lugar. De lá víamos caindo dos céus alguns
paraquedistas: era a hora do salto.
-
Skydive
Tendo
consultado antes por telefone a disponibilidade, decidimos por experimentar a
sensação de saltar de paraquedas. Além da paisagem privilegiada sobre a Usina
de Itaipu, nos atraiu a vantagem financeira, pois em Salvador-BA um salto custa
praticamente o dobro do valor lá oferecido, que para os interessados em
parcelamento pode ser dividido em até 10x. Seguimos do Templo Budista até a
base do Skydive Foz em uma carona oferecida como cortesia por eles, a distância
podia ser percorrida a pé. Os preços informados foram 530 reais apenas para o
salto ou 800 reais incluindo filmagem e fotografias feitas por outro
paraquedista. Oferecem 5% de desconto para pagamento à vista, de modo que os
dois saltos totalizaram R$ 1.520,00. Não é barato, mas é para ter acesso a isso
que economizamos em hotel simples, ônibus em vez de táxi e evitando refeições
sofisticadas.
A
equipe é muito profissional e 100% alto astral, instruem bem e motivam o
suficiente para quem esteja com medo (modéstia à parte, não era o meu caso). A
filmagem também é legal, fazem algumas perguntas e mostram o preparativo para
documentar o salto por completo. Decolagem, aeronave vai ganhando altura, a
porta se abre e não há como voltar atrás, é hora de pular! A sensação é única,
indescritível, inigualável, emocionante e todos os outros adjetivos que se
possa conferir. Todo mundo merece saltar uma vez na vida, esqueça o medo,
perigoso é viver na violência dos centros urbanos ou com os riscos de acidente
nas rodovias. A queda livre é a melhor parte, quando o paraquedas se abre há
uma mudança brusca de velocidade e ao ser puxado para cima o corpo pode sofrer
algum enjoo, mas a emoção compensa tudo, e a aterrissagem de nós dois foi bem
tranquila. As filmagens e fotos são bem legais, não dá para botar defeito,
valeu muito a pena!
-
Usina de Itaipu
De
lá seguimos no horário de almoço para a Usina de Itaipu, que não fica muito
longe mas requer transporte, e novamente contamos com a cortesia de uma carona
muito providencial oferecida pelo Skydive. Na Usina estudante paga meia, o
passeio pelo Circuito Especial saiu por 60 reais a inteira, inclui ainda uma
visita ao Ecomuseu, apenas 10 reais, e só não visitamos o Refúgio porque o
horário avançado não permitia.
A visita às estruturas da Usina agrega um
conteúdo interessante para que os passeios não se resumam a apreciar a beleza
da água e das matas, é legal conhecer a história da construção, a capacidade da
usina e ter uma ideia melhor do que ali acontecem (já tendo visto do alto ficou
mais legal ainda, rs!). Só não conte com a beleza das compotas abertas, é algo raro de se ver.
-
Ecomuseu
Depois
do giro completo que dura cerca de 2h30min, com o guia tentando descontrair o
turno com suas piadinhas durante as explicações, seguimos andando alguns metros
até o Ecomuseu, cuja visita é muito boa também.
Com um simulacro de floresta
com vários animais empalhados, além de itens típicos de museu, uma réplica das
turbinas da usina e vários outros atrativos. Já no horário de fechar, pegamos o
ônibus de volta para o hotel, fazendo uma refeição simples nas proximidades.
QUINTO DIA (Segunda-feira)
- Recanto dos Cactos
O voo estava previsto para 12h40min, era preciso
chegar antes das 12h para despachar bagagem, mas nem por isso a manhã seria
perdida! Acordamos bem cedo, como em todos os dias (sempre estávamos no café da
manhã às 07h, quando se inicia no hotel), e seguimos a pé até o Recanto dos
Cactos, que fica relativamente atrás da Churrascaria Rafain.
Pagando apenas 5
reais para ter acesso e fazer fotos, fomos recebidos pela dona da residência,
que apresentou as plantas, muita variedade, espécies bem diferentes do que a maioria
está acostumada a ver. De lá pegamos um ônibus até o terminal, de onde seguimos
novamente para a Mesquita, confiando ter mais sorte dessa vez.
-Mesquita Muçulmana
Dessa vez conseguimos entrar, não é preciso pagar, mas não dá pra acessar o espaço de orações apenas como “curioso”. Para adentrar no templo as mulheres vestem um véu lá oferecido e pode fotografar o espaço, além de conversar um pouco com um religioso que explicava as diretrizes um tanto conservadoras do islamismo a respeito das mulheres.
De lá andamos um pouco até encontrar um táxi, cerca de 10 reais para chegar ao hotel em tempo de fechar a conta.
- Para o aeroporto
Seguimos de ônibus, como outros turistas (os
veículos tem menos bancos, já para comportar bagagens), chegando ao aeroporto
sem demora. Hora de partir, levando recordações de uma viagem inesquecível.
CONCLUSÃO
Foz do Iguaçu é um destino privilegiado no Brasil,
por permitir a visita a 3 países até num mesmo dia caso se queira. Lá são
encontrados muçulmanos andando com véus pelas ruas, e as atrações reúnem gente
do mundo inteiro. Vale muito a pena visitar, espero que as dicas aqui passadas
ajudem (será que alguém leu tudo isso?), e posso contribuir com resposta para
as dúvidas que não sejam sanadas com o texto, caso saiba.
Obrigado e boa viagem!