domingo, 23 de fevereiro de 2014

5 dias em Foz do Iguaçu

INTRODUÇÃO
Mais um blog destinado a pessoas que estejam planejando uma viagem para Foz do Iguaçu, neste espaço pretendo compartilhar o roteiro de viagem para cinco dias de estadia, registrando impressões pessoais, dicas, preços, e informações que me fizeram falta na busca pela internet antes de viajar, como a questão de qual moeda levar, em que quantidade, quanto tempo destinar às atrações, quanto custam os passeios no parque... A experiência que se segue é baseada na vivência de um casal jovem (23 e 25 anos) habituado a roteiros de ecoturismo sem grande luxo. Enfim, vamos começar.

COMPRA DE PASSAGEM
Tudo se inicia com a compra de passagens aéreas, que nem sempre são baratas para esse destino. Eis que, atento às promoções relâmpago nos sites, no penúltimo final de semana de novembro de 2013 a Gol lançou uma das ofertas realmente vantajosas, que é comprar a passagem de ida e pagar apenas 39 reais pela volta. No dia 22/11/2013 a passagem de Recife-PE para Foz do Iguaçu-PR foi oferecida por R$ 446 a ida e R$ 39 a volta, sendo escolhido o período de 12 de fevereiro de 2014 (quarta-feira) como data de início até 17 de fevereiro (segunda-feira) a volta. 
Ainda foi necessário adquirir passagens de Petrolina-PE a Recife-PE, que na data também estava em promoção, 99 reais a ida e 39 a volta. Foi preciso pagar duas taxas de embarque e comprar passagens separadas, pois a promoção não se aplicava de Petrolina até Foz. Então algum desavisado que fizesse a aquisição única do destino inicial até o final acabaria pagando mais do que eu, então lembre sempre de checar alternativas no caso de haver escalas.

ESCOLHENDO A DATA E AS POLTRONAS
Ah, uma dica e tanto: escolha poltronas no lado esquerdo na viagem de ida e no lado direito na volta, assim será possível ver, ainda que um pouco longe, as cataratas na chegada e na saída da cidade. Lembre-se: na ida para Foz do Iguaçu, poltronas das janelas esquerdas, e no retorno janelas do lado direito. (Só não em cima da asa, óbvio!).
Outro detalhe é pesquisar o calendário lunar, se possível prefira o período de lua cheia, existe um passeio exclusivo que só é feito nesse período, mais adiante falaremos sobre isso. Ah, o verão também parece ser vantajoso, pois os rios estão mais cheios e isso contribui para um volume de água alto nas quedas.

CHEGADA AO DESTINO
O voo saído de Guarulhos-SP chegou a Foz do Iguaçu um pouco antes do previsto, que era para 17h40min, mas nem tudo correu bem, aos poucos a esteira de bagagens foi ficando vazia, todos foram embora, ela parou de funcionar e as malas da minha esposa e a minha não apareceram. 
Sim, fui vítima do transtorno do extravio de bagagem, registrei a situação no balcão e tudo o que oferecem é um código para ficar acompanhando no site o rastreamento. Fiquei sem roupa alguma para trocar, pois na bagagem de mão trouxe apenas peças íntimas, maquina fotográfica e tablet. Logo, a dica para não sofrer tanto é aquela mesma, levar pelo menos uma muda de roupa nas mãos, não acreditei no risco e tive contratempos.

PROBLEMA COM BAGAGEM
Concluindo a questão da bagagem, apesar de terem indicado que ela deveria chegar em um voo de madrugada, não foi o que aconteceu. No final da tarde do dia seguinte, já 24 horas depois, chegaram ao hotel com duas mochilas totalmente diferentes das minhas para entregar, aumentando ainda mais a insatisfação.
 Só tarde da noite que trouxeram a mala correta, e se negaram a oferecer o voucher de 135 reais para custeio de produtos de higiene, sob alegação de que a bagagem não chegou a ficar extraviada por mais de 24 horas, o que já vimos que não é verdade. Mas enfim, uma viagem tão boa não seria estragada por esse contratempo. Voltemos ao roteiro de passeios.

SEGUINDO PARA O HOTEL
Para sair do aeroporto, os táxis cobram preço tabelado de 50 reais para o centro, caí nessa tentação, mas recomendo o uso de ônibus, pois custa em torno de 3 reais e as linhas não costumam ser lotadas, nem a cidade tem muito engarrafamento.
 Se tem recursos sobrando, vá de táxi, mas se quiser poupar, pegue ônibus sem medo, vários turistas fazem isso na cidade e não é um sofrimento como em grandes centros urbanos.

EM QUAL HOTEL FICAR
Ficamos no Hotel Lawrence, que ofereceu o melhor orçamento para o período, com diárias de 123 reais para o casal, totalizando R$ 615 os cinco dias. O ponto fraco foi a conexão wifi, que funcionou bem no primeiro dia, mas muito precariamente nos dias seguintes. A localização é relativamente boa, a duas quadras do ponto onde passam linhas para o parque brasileiro, Argentina, Paraguai... 
O quarto tem o mínimo conforto necessário, o café da manhã é básico, porém satisfatório, não me interesso tanto por luxo em hotel, pois meu objetivo em toda viagem é passar o menor tempo possível nele, afinal vou a um destino tão longe querendo conhecer o lugar, a rua, e não as dependências e mimos da hospedagem – é minha filosofia.

PRIMEIRA NOITE (Quarta-feira)
Como já chegamos no início da noite, era preciso buscar uma atração noturna, e o Casino Iguazu foi a opção escolhida. Para visita-lo é preciso levar documento de identidade (aceitaram CNH), afinal fica na Argentina e será preciso atravessar a fronteira, mas o Casino fica bem perto da ponte, e o melhor é que não cobra para entrar e ainda oferece transporte de ida e volta até o hotel.  Existem máquinas para apostar em pesos, reais e dólares, não gaste muito, a não ser que saiba realmente o que está fazendo.
 No caixa você compra um ticket com créditos (não precisa ser muito dinheiro, 5 dólares, por exemplo, já permitem se distrair em várias máquinas, existem até apostas de 1 ou 2 centavos). Vale dar uma olhada nas mesas de roleta para observar como alguns mais dispostos e experientes apostam grandes quantias, e as reações diante de perdas e ganhos. O detalhe é que não permitem fotos nem uso de celular dentro do Casino, assim como em lojas do Paraguai, na travessia da fronteira, na aduana... Estranho, parece que tudo é clandestino. Só sendo discreto e sorrateiro para registrar imagens das jogadas nos caça-níqueis e levar de lembrança.


SEGUNDO DIA (Quinta-feira)
No 2º dia, quinta-feira, a ideia era começar com a visita ao Parque brasileiro, afinal as cataratas são o grande chamativo do destino, apesar das outras boas opções. Porém, pela falta de vestes adequadas, conforme o relato dos problemas com a bagagem, foi preciso reajustar o roteiro e procurar uma alternativa. Então Ciudad del Este foi o destino escolhido. Próximo ao hotel, no ponto em frente ao Hotel Lanville, passa o ônibus que segue para o Paraguai, a passagem não é cara, algo em torno de R$ 4.

- Ciudad del Este
Recomendo ir cedo, para pegar as lojas e barracas abrindo, sem muito movimento ainda. Quem vai a Ciudad del Este se sente como um estrangeiro em certas cidades do Brasil, sendo a todo tempo importunado por ambulantes. Visitei numa quinta-feira (dizem que quarta e sábado o movimento é grande), indo no início da manhã não há grande congestionamento nas ruas, e pegar as lojas abrindo evita maiores transtornos - enfim, o fluxo de pessoas em nada assustou.


Parece um ótimo lugar para comprar... meias. Como outros turistas comentam, pelas ruas lhe oferecem várias, em grande quantidade, por 10 reais - é só forçar a barra que negociam. Não senti confiança em adquirir aparelhos eletrônicos, a garantia fica naturalmente comprometida, afinal não voltaria de tão longe para reclamar. Além disso, os preços variam muito, de uma pequena loja na rua para uma grande loja de shopping a variação pode ultrapassar 100%, então ou tem alguém vendendo um dispositivo falso/roubado ou estão superfaturando a mercadoria.Talvez os interessados em roupas, sapatos, perfumes, relógios e bolsas de qualidade duvidosa aproveitem bem a visita.
 No Shopping del Este, bem próximo à Ponte da Amizade, foi possível almoçar em um self service que permitia servir-se à vontade, incluindo sobremesa, pela taxa de R$ 23,90. A vista ainda era relativamente agradável, com vitral voltado para o rio. Na volta do ônibus houve vistoria na ponte, nem gastaram muito tempo conferindo os itens. Todos abriram sacos e bolsas para mostrar o conteúdo, o fiscal obrigou um passageiro a descer com a sacola que carregava, não vi bem se por conta de um pacote de cigarros ou algum aparelho eletrônico.

-Moeda
Quanto à moeda a ser utilizada nas compras, o guarani é praticamente descartado, deve ser até difícil fazer câmbio em algum lugar, Levei dólares mas a cotação que faziam em relação ao real era exatamente a mesma das casas de câmbio de Salvador-BA (1 dólar = 2,50 reais), então neste caso não fazia diferença significativa pagar com dólar ou real. 
Comprei acessórios militares, as lojas de lá tem itens interessantes, e uma camisa da seleção paraguaia (falsificada, é claro!). Minha mulher levou relógios, bolsas e... algumas meias, o grande souvenir de lá.

- Zoo
Voltamos para o Brasil de ônibus (cuidado com mototáxis, vans e clandestino), ao passar pelo Terminal de Transporte Urbano percebi que o Zoológico ficava logo à frente, e não deixo de visitar um Zoo nas cidades onde viajo.
 O acesso é gratuito, o espaço não é tão grande, mas quem gosta sempre se diverte com os macacos e suas estripulias. De lá seguimos a pé para o hotel, que não era tão longe, aproveitando o fim de tarde para caminhar e perceber a rotina da cidade.

- Noite
À noite decidimos encarar o jantar-show da Churrascaria Rafain, programa imperdível. O preço não é dos menores, o espetáculo e a refeição saíram por 89 reais por pessoa, e o transporte de ida e volta na van mais R$ 12. O carro passou no hotel pouco antes das 20h, lá chegando fomos acomodados em uma mesa já reservada, porém um pouco longe do palco. Espertamente, falamos com um dos garçons e, assim que começou o show, como uma das mesas mais à frente havia ficado vazia, conseguimos migrar e assistir melhor o espetáculo, muito rico em mostrar a cultura daquela região e de outras partes do país.  A comida servida também é de boa qualidade, com várias opções de carne, camarão, frutos do mar, além de sobremesas, tudo à vontade. Paga-se à parte somente a bebida, e o drink que colocam em sua mesa sem perguntar antes, já próximo ao final do show, está incluso no pacote, serve para brindar num dos tantos momentos de interação do público.


TERCEIRO DIA (Sexta-feira)

- Parque das Aves
Finalmente era hora de conhecer o principal cartão-postal do lugar, dizem que nos finais de semana o movimento é muito grande, então preferi ir logo ao Parque Nacional. O ônibus custa em torno de R$ 3, passa pelo aeroporto e chega sem muita demora. Antes de visitar as Cataratas fomos ao Parque das Aves, que fica bem próximo, distância a ser percorrida a pé sem dificuldade. A entrada para visitar as aves custa 20 reais, há uma grande variedade e em determinados ambientes o contato é direto com as aves. O único fator que atrapalha um melhor aproveitamento é o barulho dos passeios de helicóptero, mas com o Parque ao lado das Cataratas, diria que é absurdo alguém fazer as trilhas e não visitar as aves. Chegar bem perto das araras, tucanos, papagaios e tantos pássaros é bem prazeroso, ouvi-los cantar também agrada. Vá logo cedo, depois siga para as Cataratas.

- Parque Nacional
Enfim o primeiro contato com as Cataratas, a entrada para brasileiros custa pouco menos de 30 reais, da entrada você segue em um ônibus que para nos pontos onde há atrações. Paramos logo no acesso ao Cânion Iguaçu, onde há a saída para o rafting e rapel. Os próprios funcionários reconhecem que o rafting não é dos mais emocionantes, e como já tinha feito um com bastante adrenalina há pouco tempo, preferi poupar os 97 reais dessa atração, seguindo para o rapel.

- Rapel
A descida é muito boa, uma altura considerável e a paisagem é fantástica. A "cadeirinha" pode provocar desconforto em alguns durante a descida, mas vale o esforço, que será necessário também na subida das escadas no retorno. A atração custava 70 reais, porém para fazer um CD com fotos cobram outros 60, o que torna a atração um pouco cara. Se vai descer em dupla, tente negociar algum desconto ou brinde como foto impressa na hora de pagar, pois vão querer cobrar duas vezes o valor por pessoa para um serviço que será único, bastando apenas copiar o CD. 
O rapel podia ser pago com cartão, mas as fotos só em espécie. Mas vale muito a pena, tanto para quem tem experiência quanto para os estreantes, é tudo muito seguro, não exige grande esforço físico nem força nos braços, ao contrário do que pode parecer para os que nunca fizeram antes. Aqui não se paga para guardar volumes, eles mantem seus pertences na base gratuitamente.

- Cataratas
Seguindo pela trilha sugerida, os quatis vão surgindo, as paisagens se abrindo, até que as cataratas ficam próximas, permitindo várias paradas para fotografias. No final do circuito sobe-se por um elevador panorâmico, prefira o que fica mais perto da queda, onde a vista é melhor. Salgados, água e latas de refrigerante custam em média 5 ou 6 reais nas lanchonetes.
A natureza fez a parte dela, o cenário é espetacular, mas a falta de manutenção nas passarelas sobre o rio assusta. A maioria das pessoas fica tão encantada com as quedas d`água que nem percebe como estão imundas as estruturas, totalmente encardidas por um lodo que poderia ser retirado através de uma limpeza simples. Apesar dessa precariedade, a visita é muito boa, é bastante seguro, só prepare o bolso, pois o almoço no restaurante começa em 50 reais por pessoa - há a alternativa de sanduíches a partir de 10 reais, e combos com batata frita e refrigerante na faixa de 20 reais, uma saída oportuna. Uma pena que os preços no lado brasileiro sejam quase sempre superiores aos do parque argentino, onde a visão é muito melhor. Ah, esqueça capas de chuva, a não ser que você seja algum idoso de saúde frágil. Visitar sem se molhar é como chupar um picolé com o plástico cobrindo.
Enfim, a visita é bem prazerosa, mas não deixe de conhecer o lado argentino em hipótese alguma.

- Mesquita
Voltamos de ônibus e chegamos ao hotel por volta das 16h, percebi que ainda era tempo de conhecer a Mesquita Muçulmana. Após um banho rápido, seguimos de táxi (era perto, custou 12 reais) e lá chegamos antes das 17h. Para nossa decepção, não pudemos entrar, apesar das placas deixarem claro que o acesso é permitido até as 17h30. O funcionário se limitou a dizer que estavam se preparando para um evento e não podia mais entrar. Um pouco frustrante para a correria que foi feita. 
Para não dar viagem perdida, quis conhecer os doces árabes na lanchonete logo à frente, ao entrar fiquei olhando as poucas opções enquanto dois indivíduos conversavam animadamente em um idioma desconhecido. Pela indiferença, apostei que seriam clientes, mas quando minha mulher entrou, o funcionário (ou dono?), que estava lá no maior papo, ainda teve a cara-de-pau de dizer “Espera aí só um pouquinho” e continuou sua prosa com o Mohammed lá. Claro que pulei fora de um serviço com essa qualidade.

- Noite
Voltamos de ônibus tranquilamente, decidimos fazer uma refeição simples perto do hotel, para poupar tempo e dinheiro, rs!


TERCEIRO DIA (Sábado)

- Parque Argentino
Como de costume, saímos bem cedo para pegar o ônibus até Puerto Iguazu, onde é necessário tomar outro transporte para o Parque. Ao descer no ponto já fomos assediados por um motorista que oferecia a corrida para nós dois, em conjunto com outro casal brasileiro que veio no mesmo ônibus, pelo mesmo preço da passagem. Ficamos tentados a aceitar, mas como a linha regular já se aproximava, pagamos 35 pesos por pessoa e seguimos com ar condicionado e bem acomodados na poltrona até o parque, que não é muito longe. A entrada é 115 pesos, equivalente ao preço do parque brasileiro... para brasileiros. Os nacionais pagam mais barato na Argentina do que os brasileiros em seu país. Ah, não dá pra negar também que o trenzinho deixa o passeio com um aspecto mais turístico do que o ônibus.

- Passeios
Mais adiante surgem as tendas onde oferecem as opções de passeio no parque, fui atrás do Gran Aventura, que equivale ao Macuco Safari, porém o brasileiro custa 170 reais enquanto o argentino sai por 380 pesos, equivalente a 100 reais. Eles oferecem ainda o Paseo Ecológico, que é um bote no retorno da Garganta del Diablo, ao custo de 80 pesos. Como o Pasaporte Verde oferecia desconto na compra dos dois, totalizando 430 pesos, resolvemos aceitar a proposta

- Gran Aventura
Fomos logo no primeiro turno do passeio, às 9h, junto com um grupo de mais de 15 animados idosos coreanos. Em meio a 25 ou 30 pessoas, só a gente falava português, os demais eram inglês ou espanhol, além dos coreanos. Para mim, reforça a constatação de que o parque argentino é melhor, pois atrai mais turistas de fora da América do Sul, talvez não atraindo alguns nacionalistas teimosos que alimentam rivalidade com o país vizinho. Seguimos de caminhão, ouvindo explicações em meio a uma trilha, até chegar ao porto. O passeio é bem divertido, se molhar nas cataratas é o máximo, por isso reforço a dica de não utilizar capas de chuva, sinta na pele a energia o lugar! A todo tempo um cinegrafista faz imagens que no final foram oferecidas por 25 dólares, 50 reais ou 200 pesos, com entrega do DVD no hotel. Compramos, o resultado é razoável, pelo preço poderia ser melhor, mas não há como registrar bem os momentos, a não ser que você disponha de câmera adequada, pois tudo vai molhar, exceto o que for colocado nas bolsas que eles oferecem para guardar o material no passeio.

- Trilhas
Faça todas que puder, tanto na parte superior quanto inferior, vale muito a pena. Só procure ser rápido para que dê tempo de ver tudo, porque o parque é bem grande. O que não dá pra perder, de jeito algum, é a vista da Garganta del Diablo. O ponto alto do passeio, realmente imperdível, indescritível. Durante a trilha até a garganta, observe atentamente o rio e poderá encontrar grandes peixes, tartarugas e jacarés na água. É difícil fazer fotos com tantas gotas respingando sobre a câmera, além disso os fotógrafos oficiais cercam um dos pontos mais privilegiados e oferecem fotos por um preço igual ao do parque brasileiro, 20 reais. Queria ter visitado a Isla San Martín, mas o horário não permitiu, por volta das 15h eles já não levam mais turistas até lá. Ficou pra próxima...

- Paseo Ecológico
Conforme pago na entrada, metade do retorno seria feito no bote do Paseo Ecológico, que vem lentamente em um trecho de águas calmas, sem adrenalina alguma, sendo portanto dispensável. Não custou muito, mas ainda assim não recomendo, a não ser que o tipo de passeio realmente lhe interesse. Procuramos bastante e não tivemos sorte de cruzar com animais no trajeto, apenas um tucano passou voando no caminho.

- Paseo de Luna Llena
Apesar de ter pago com muita antecedência a reserva, não pude fazer o passeio por questões climáticas, então deixo a dica para que estejam preparados para essa possibilidade. O passeio deve ser realmente fantástico, tendo em vista que custa um pouco caro e mesmo assim as reservas se esgotam, mas o céu muda bruscamente em questão de 10 minutos, e se estiver nublado ou chuvoso, nada de passeio.
Parece ser um dos poucos casos em que o equivalente do lado brasileiro (Luau das Cataratas) seja mais barato, pois o Paseo de Luna Llena estava por 300 pesos sem jantar ou 450 com jantar, porém se você visitar os dois parques, aposto que vai preferir desfrutar da visão do lado argentino à noite.Dá para ficar direto do horário de fechamento do parque (18h) até o início do passeio (o primeiro turno é 19h45), existem quiosques abertos. As linhas de ônibus para o parque custam 35 pesos e funcionam em horário especial nos dias de lua cheia, e não há ressarcimento de custos com transporte caso você se desloque e o passeio seja cancelado. Podem até colocar seu nome em uma lista de espera para os próximos turnos ou o dia seguinte, mas são poucas as chances de pessoas desistirem e surgir vaga.

- Icebar
Fica no caminho de retorno do parque argentino, os ônibus param em um ponto bem próximo, recomendo a visita quando estiver voltando do passeio nas cataratas. É uma experiência diferente, como nas reportagens de televisão. O ingresso custava 40 reais ou 160 pesos e permite o acesso e consumo de bebidas durante até 30 minutos. Não adiantou alegar que não tínhamos interesse nas bebidas, o valor é esse mesmo e a justificativa do gerente foi que a despesa era pelo gelo, o restante era cortesia. Você pode fazer boas fotos lá dentro, eles também oferecem esse serviço.
Já era um pouco tarde quando saímos do Icebar, ainda assim encontramos um ônibus para retornar ao centro, porém naquele horário não havia mais linhas para Foz, então pegamos um táxi cuja corrida foi negociada em 40 reais até o hotel, por sorte o taxista foi muito simpático e ainda esperou pararmos em uma lanchonete para comprar um lanche e levar para o hotel.


QUARTO DIA (Domingo)

- Planejamento
É preciso atentar para o que se pretende fazer no domingo, pois as lojas do Paraguai, por exemplo, só abrem pela manhã, e não são todas. Mas o nosso roteiro guardava algo mais especial do que isso.

- Templo Budista
De ônibus, saímos cedo para o Templo, que só recebe visitas a partir das 9h30min. Aguardamos a abertura juntamente com outros turistas e pudemos conhecer o pátio do terreno, com várias estátuas e uma vista panorâmica do centro da cidade ao longe. Vale a pena conhecer, não se paga para entrar e é uma oportunidade que não se encontra em todo lugar. De lá víamos caindo dos céus alguns paraquedistas: era a hora do salto.

- Skydive
Tendo consultado antes por telefone a disponibilidade, decidimos por experimentar a sensação de saltar de paraquedas. Além da paisagem privilegiada sobre a Usina de Itaipu, nos atraiu a vantagem financeira, pois em Salvador-BA um salto custa praticamente o dobro do valor lá oferecido, que para os interessados em parcelamento pode ser dividido em até 10x. Seguimos do Templo Budista até a base do Skydive Foz em uma carona oferecida como cortesia por eles, a distância podia ser percorrida a pé. Os preços informados foram 530 reais apenas para o salto ou 800 reais incluindo filmagem e fotografias feitas por outro paraquedista. Oferecem 5% de desconto para pagamento à vista, de modo que os dois saltos totalizaram R$ 1.520,00. Não é barato, mas é para ter acesso a isso que economizamos em hotel simples, ônibus em vez de táxi e evitando refeições sofisticadas.
A equipe é muito profissional e 100% alto astral, instruem bem e motivam o suficiente para quem esteja com medo (modéstia à parte, não era o meu caso). A filmagem também é legal, fazem algumas perguntas e mostram o preparativo para documentar o salto por completo. Decolagem, aeronave vai ganhando altura, a porta se abre e não há como voltar atrás, é hora de pular! A sensação é única, indescritível, inigualável, emocionante e todos os outros adjetivos que se possa conferir. Todo mundo merece saltar uma vez na vida, esqueça o medo, perigoso é viver na violência dos centros urbanos ou com os riscos de acidente nas rodovias. A queda livre é a melhor parte, quando o paraquedas se abre há uma mudança brusca de velocidade e ao ser puxado para cima o corpo pode sofrer algum enjoo, mas a emoção compensa tudo, e a aterrissagem de nós dois foi bem tranquila. As filmagens e fotos são bem legais, não dá para botar defeito, valeu muito a pena!

- Usina de Itaipu
De lá seguimos no horário de almoço para a Usina de Itaipu, que não fica muito longe mas requer transporte, e novamente contamos com a cortesia de uma carona muito providencial oferecida pelo Skydive. Na Usina estudante paga meia, o passeio pelo Circuito Especial saiu por 60 reais a inteira, inclui ainda uma visita ao Ecomuseu, apenas 10 reais, e só não visitamos o Refúgio porque o horário avançado não permitia. A visita às estruturas da Usina agrega um conteúdo interessante para que os passeios não se resumam a apreciar a beleza da água e das matas, é legal conhecer a história da construção, a capacidade da usina e ter uma ideia melhor do que ali acontecem (já tendo visto do alto ficou mais legal ainda, rs!). Só não conte com a beleza das compotas abertas, é algo raro de se ver.

- Ecomuseu
Depois do giro completo que dura cerca de 2h30min, com o guia tentando descontrair o turno com suas piadinhas durante as explicações, seguimos andando alguns metros até o Ecomuseu, cuja visita é muito boa também. Com um simulacro de floresta com vários animais empalhados, além de itens típicos de museu, uma réplica das turbinas da usina e vários outros atrativos. Já no horário de fechar, pegamos o ônibus de volta para o hotel, fazendo uma refeição simples nas proximidades.


QUINTO DIA (Segunda-feira)

- Recanto dos Cactos
O voo estava previsto para 12h40min, era preciso chegar antes das 12h para despachar bagagem, mas nem por isso a manhã seria perdida! Acordamos bem cedo, como em todos os dias (sempre estávamos no café da manhã às 07h, quando se inicia no hotel), e seguimos a pé até o Recanto dos Cactos, que fica relativamente atrás da Churrascaria Rafain. Pagando apenas 5 reais para ter acesso e fazer fotos, fomos recebidos pela dona da residência, que apresentou as plantas, muita variedade, espécies bem diferentes do que a maioria está acostumada a ver. De lá pegamos um ônibus até o terminal, de onde seguimos novamente para a Mesquita, confiando ter mais sorte dessa vez.

-Mesquita Muçulmana
Dessa vez conseguimos entrar, não é preciso pagar, mas não dá pra acessar o espaço de orações apenas como “curioso”. Para adentrar no templo as mulheres vestem um véu lá oferecido e pode fotografar o espaço, além de conversar um pouco com um religioso que explicava as diretrizes um tanto conservadoras do islamismo a respeito das mulheres. De lá andamos um pouco até encontrar um táxi, cerca de 10 reais para chegar ao hotel em tempo de fechar a conta.

- Para o aeroporto
Seguimos de ônibus, como outros turistas (os veículos tem menos bancos, já para comportar bagagens), chegando ao aeroporto sem demora. Hora de partir, levando recordações de uma viagem inesquecível.


CONCLUSÃO
Foz do Iguaçu é um destino privilegiado no Brasil, por permitir a visita a 3 países até num mesmo dia caso se queira. Lá são encontrados muçulmanos andando com véus pelas ruas, e as atrações reúnem gente do mundo inteiro. Vale muito a pena visitar, espero que as dicas aqui passadas ajudem (será que alguém leu tudo isso?), e posso contribuir com resposta para as dúvidas que não sejam sanadas com o texto, caso saiba.

(Imagens do google)


Obrigado e boa viagem!

Nenhum comentário:

Postar um comentário